A Amazônia enfrentou uma das maiores secas de sua história.
2009: Desta vez, é a cheia que alcança proporções históricas e efeitos catastróficos, com o rompimentos de barragens na região de Altamira que alagou parcialmente a cidade, no último domingo.
Provavelmente cientistas iniciarão um debate discutindo se a excepcional cheia dos rios da Amazônia este ano seria ou não conseqüência das mudanças climáticas. Seria evento isolado ou se encaixa no contexto das chuvas que já castigaram muito do Brasil, atingindo gravemente Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e, agora, o Pará. Debates que, provavelmente, não chegarão a uma conclusão definitiva.

© Tarcísio Feitosa/Laet
O consenso entre cientistas, por outro lado, é que eventos extremos desse tipo se tornarão cada vez mais freqüentes e catastróficos no futuro, em cenários em que a temperatura do planeta se eleve acima de 2 graus.
Afinal, será possível identificar uma data inicial, um marco definidor que determine quando começaremos a sentir os efeitos das mudanças climáticas? Ou já as estaremos vivendo agora?
No mínimo, o desastre de Altamira mostra outras tendências das mudanças climáticas. Primeiro, que a Amazônia também vai pagar o preço de um problema que tem suas origens na própria região, pois o desmatamento coloca o Brasil na posição de quarto maior poluidor do clima do planeta. E, no final, que são os pobres que vão sofrer mais com as conseqüências devastadoras do fenômeno.

© Tarcísio Feitosa/Laet
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