
Revista Globo Rural
O alto consumo de papel está entre as atividades humanas mais impactantes do planeta – em alguns países uma pessoa chega a consumir 300 quilos de papel por ano. Para amenizar o problema, algumas iniciativas vêm sendo tomadas pelas companhias produtoras de celulose. Entre elas, as que mais se destacam são o papel certificado e o papel reciclado. Mas qual deles produz menos danos ao meio-ambiente?
Segundo o pesquisador, José Maria Gusman Ferraz, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, apesar de o papel certificado ter vantagens enormes sobre o papel branco comum, a reciclagem é ainda mais ecológica. ‘O papel reciclado não necessita de uma nova derrubada de árvores, portanto ele tem vantagens sobre o papel branco de origem certificada, por melhor que sejam as práticas em seu plantio e processamento’, diz.
A produção de papel é a atividade industrial que mais consome água e está em quinto lugar na lista das que mais consomem energia, além de utilizar produtos químicos altamente tóxicos, que atingem a água o solo e os alimento. O papel certificado tenta diminuir um pouco esses danos à natureza. Ele é menos destrutivo que o papel comum e estabelece critérios para a proteção da biodiversidade, alem de não utilizar cloro na sua fabricação – a utilização de cloro no processo produz dioxina, substância altamente cancerígena.
A reciclagem seria ainda mais ecológica por não precisar de um novo plantio. A cada 50 quilos de papel reciclado uma árvore é poupada, garantindo mais espaço para a manutenção de florestas nativas e para a produção de alimentos.
Mesmo assim, o pesquisador observa que a reciclagem também é uma indústria que consome energia e polui. ‘Por isso, se o que almejamos é uma produção sustentável, capaz de garantir os recursos naturais necessários para a atual e as futuras gerações, o melhor a fazer é reduzir o consumo e começar a exigir que as empresas adotem medidas mais eficazes de proteção ambiental. Como consumidores, precisamos rever nossos hábitos e exigir mudanças no modo de produção’, conclui.
Sempre indicamos o papel certificado, mas JAMAIS deve ser usado o papel branco, porque para fazer o branqueamento da celulose – que irá se transformar em papel – é usado o cloro, que gera resíduos que são lançados em rios, contaminando a água, o solo, a vegetação e os animais e ainda causando chuva ácida que destroi ecossistemas inteiros. O cloro ainda contém dioxinas, que são elementos cancerígenos. As dioxinas estão associadas a doenças dos sistemas endócrino, reprodutivo, nervoso e imunológico.
Grandes empresas já usam o papel não branqueado, que é uma forma de fazer sua parte pelo ambiente. Mude você também, se sua papelaria não tiver papel não branqueado, chame o dono, o diretor, o gerente, exija que todos os lugares tenham este tipo de papel, até que a indústria desista de fabricar papel branco. Eles só produzem este tipo de papel porque há procura e se ninguém mais comprar, este será mais um produto ambientalmente incorreto que sumirá do mercado e já irá tarde.
O papel branco é totalmente desnecessário e só é usado por uma questão de estética, porque o branco é considerado limpo, puro, na verdade uma pura besteira. Temos que abandonar esta idéia ridícula de estética, temos que usar produtos com menos química, mais naturais, porque o que não é belo hoje, amanhã será considerado maravilhoso, é tudo uma questão de moda, costume. Nós podemos fazer esta mudança ocorrer, só depende de nós.
Cada produto ambientalmente incorreto que desaparece do mercado é mais uma chance que se dá para a humanidade sobreviver, por isso é tão importante a mudança no padrão de produção, comercialização e consumo de todos os humanos do planeta.
Muito bom....é isso ai!
ResponderExcluirA empresa onde trabalho está começando agora esse trabalho de sustentabilidade, estou trabalhando no grupo do papel. Procuro informações para poder contribuir com o grupo.